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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Fragmentos sem título


Talvez uma crise adolescente passageira, mas valhe a pena escrever sobre ela.


Primeiro Fragmento

A poesia é assim
Um embalo deslizante
Alienante e fascinante
Sonhador e perturbador
Que sai da ponta da caneta

E eu não quero parar
Porque sonhar é tão bom
Por favor, não me acorde
Quero me alienar na minha pseudo-arte
De escrever sem parar

Isso não tem sentido
Nem propósito
Nem razão

É impulsivo e intenso
Como tudo o que vem
Do coração.


Segundo Fragmento

Eu conheci uma garota
Tão ingênua e tão sonhadora
Que fiquei com pena dela

Eu conheci uma garota
Tão segura e confiante
Que fiquei com pena dela

Eu conheci uma garota
Tão boa e tão inofensiva
Que fiquei com pena dela

E todas me davam pena
Porque nenhuma delas entendiam
Nenhuma delas sentiam
Nenhuma delas acreditavam
NO AMOR
Que existia dentro e fora delas.


Terceiro Fragmento

Ando por um caminho de conchas
Que me fazem companhia
Mas a saudade aumenta
Eu quero seu abraço

O pôr do sol sorri para mim
Mas não posso retribuir seu sorriso
Porque estou incompleta
Sem você.


Quarto fragmento

Um dia eu achei que fosse escopiana
Achei que isso mudava minha vida
Achei que meu signo era completamente EU.


Hoje eu sei que eu sou assim
E que (Graças a Deus) não sou escorpiana
E que (que pena) não pareço ser de Aquário

Se signo realmente fizesse sentido
Eu seria popular e cheia de amigos

Seria uma admirável "centro das atenções"
Seria a mais vingativa
Seria a mais odiosa e perigosa

Pois é, não faço mal nem a uma mosca
Não me sinto nem um pouco admirável
E meu gênio forte?
Desculpe, eu parei de falar

E aquela garota tagarela que você era??
Morreu.

E aquela pessoa sonhadora??
Está vegetando em algum lugar.

E toda a sua crença na humanidade?
Virou húmus para as plantinhas.

E todo o seu bom-humor?
Nunca foi bom-humor, sempre foi sarcasmo camuflado.

E todos os seus amigos?
É tipo o que dizem no filme "Clube da Luta".

E rir de si mesma?
Eu rio todos os dias.

Hoje não falo tanto
Só escuto
É divertido não entrar mais em contradição.


Quinto Fragmento

Perdi minhas próprias músicas
Elas sempre estiveram ali
Em algum lugar

Perdi minhas canções
Um dia elas estavam no coração
Mas hoje estão numa gaveta

E por onde eu andar
Numa natureza tão bonita
Verei o cinza das construções

E onde é cidade
Um dia foi floresta
Já teve mais sentido
Mas hoje é apenas sociedade

E o ser tão sociável
É também muito egoísta
E muito medroso

Perdi minhas canções
Um dia elas estavam no coração
Mas agora está naquele polímero morto

O ser humano é tão magnífico!
E tão egoísta
Que ainda chama seu egoísmo
De sociedade.




4 comentários:

  1. me lembrou alguma fase relativamente recente da minha vida, antes dessa minha nova vibe de agora... curtii ;D

    ;*

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  2. Do baú da Gabí!
    Muito boas as poesias!

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  3. É baú nada, acabei de fazer elas! Foi uma fase super rápida de revolta... mas passa né?
    Pena q ninguém me leva a serio, só gostam do meu humor ruim!!
    dhsuahduihsaiudhuisadi


    =D

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