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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou


O poeta está vivo (Cazuza)

Baby compre o jornal, vem ver o sol
Ele continua a brilhar, apesar de tanta barbaridade
Baby escute o galo cantar, aurora dos nosso tempos
Não é hora de chorar, amanheceu o pensamento
O poeta está vivo, com seus moinhos de vento
A inpulsionar a grande roda da história
Mas quem tem coragem de ouvir?
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.
Se você não pode ser forte, seja pelo menos humana
Quando o papa e seu rebanho chegar, não tenha pena
Todo mundo é parecido, quando sente dor
Mas lua e sol ao meio-dia, só quem está pronto pro amor
O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os Jardins do Éden e nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir?
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.
Mas quem tem coragem de ouvir?
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.
O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os Jardins do Éden e nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir?
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.
Mas quem tem coragem de ouvir?
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.

Fiquei muito triste quando vi as pessoas interpretando essa música de forma leviana.
É uma letra genial, mas ninguém percebe isso.
Por isso, estou aqui para mostrar uma interpretação mais aprofundada.
Não está muito boa, mas já é um grande começo.

"O poeta está vivo, com seus moinhos de vento
A inpulsionar a grande roda da história"
 
 A música inteira é a roda da história. Ele conta grandes mitos e verdades literárias, românticas e dramáticas. Coisas que aprendemos na escola em literatura, ams depois esquecemos. E essa letra tenta nos lembrar.
 O poeta a quem ele se refere é Orfeu em algumas horas e Dom Quixote em outras. Nesse trecho, trata-se de Dom Quixote. Moinhos de vento são os moinhos que Dom Quixote chamava de "monstros gigantes". Cazuza nos lembrou disso, pois moinhos de vento são, muitas vezes, obstáculos da nossa vida que não nos oferece nem perigo e nem violação, mas nós estamos tão loucos com a revira volta do destino que acabamos vendo gigantes em moinhos. Também nos mostra que os moinhos de vento, ou seja, nossas loucuras, são o que impulsiona a história. Se não fosse nossa ousadia, talvez toda a humanidade evoluiria devagar demais, e ainda estaríamos em sociedades feudais.
 
"Mas quem tem coragem de ouvir? 
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento." 
 
 Quem tem coragem de ouvir uma visão diferente de mundo? Quem tem coragem de amanhecer o pensamento, ou seja, acordar para outras visões? Outras formas de encarar a vida?
 
"Se você não pode ser forte, seja pelo menos humana 
Quando o papa e seu rebanho chegar, não tenha pena"
 
 Se você não pode ser forte, não se revolte pelos infortúnios. Use as quedas da vida para ser mais humano, para ver o mundo com amis sensibilidade.
 Quando ele cita o papa e seu rebanho, ele pede para não termos pena do fanatismo religioso. Às vezes, o fanatismo faz as pessaos que sofreram muito encontrarem força e serem mais humanas.
 
"Todo mundo é parecido, quando sente dor
 Mas lua e sol ao meio-dia, só quem está pronto pro amor"
 
 Sim, muitas pessoas são amigas porque se parecem. E muitas delas se parecem  porque estão, no momento, sofrendo. Então, chegamos à conclusão que muitos amigos são unidos pela dor.
 Outra coisa é que todos, até os mais perversos, viram 'bonzinhos' apenas quando estão sofrendo. Mas essa expressão "todo mundo é parecido quando sente dor" pode ser interpretada de várias maneiras.
 Quando Cazuza cita 'Mas lua e sol ao meio-dia, só quem está pronto pro amor', ele nos lembra de um filme muito antigo, e de um livro literário romântico, que conta a história de um homem e uma mulher que se amavam muito. Porém, foram enfeitiçados. A mulher tornou-se uma Águia e, o homem, um lobo. A Água era um animal diurno e, o lobo, noturno. Ambos se amavam muito, e queriam se encontrar. Mas não conseguiam. Um dia, no final da tardezinha, entre a noite e o dia, conseguiram se beijar, e o feitiço quebrou. No outro dia, o sol e a lua ficarem juntos no céu, ao meio-dia.
 
"O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou 
Conheceu os Jardins do Éden e nos contou"
 
 Quem foi ao inferno e voltou foi Orfeu. orfeu era um poeta lírico da mitologia. E dizem que foi ele quem inventou a poesia lírica. vou resumir a história, para ser breve. Orfeu amava muito uma mulher.Mas, em um triste dia, sua amada faleceu. Orfeu resolveu ir até o inferno para buscá-la (na mitologia todos que morrem vão para o inferno, não existe céu). Então, Ele pega sua lira e segue em sua saga. Quando chega à porta do inferno, encontra um cão de três cabeças, e o faz dormir, tocando sua lira (semelhante ao primeiro filme do Harry Potter). Então, encontra-se com o Deus do inferno. Eles fazem um trato, e Orfeu consegue sua amada de volta. Mas, é imposta uma condição; Orfeu tem que confiar no Deus do inferno, sua amada o seguirá, mas Orfeu não pode olhar para trás. Caso contrário, sua amada voltará ao inferno e jamais poderá voltar. Porém, Orfeu não agüentou e olhou para trás; sua amada estava lá, mas foi engolida pelo inferno de novo. Então, Orfeu volta e logo morre.
 E quanto a frase 'conheceu os jardins do Éden e nos contou', eu ainda não consegui decifrá-la. Aceito opiniões e palpites.
 Bem, é isso. Aceito sugestões e opiniões, também aceito correções e críticas. Gosto muito de analisar algumas letras, e fico muito feliz de compartilhar minhas observações com outras pessoas.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Enigma.

Enigma.

Existiam 3 canibais e 3 bispos numa floresta. Eles precisavam passar pro outro lado do rio, de barco. No barco, só cabem duas pessoas. Se o número de bispos for maior ou igual ao número de canibais, não acontece nada. Mas se o número de canibais for maior, eles comem o (s) bispo (s).

Como você pode transportá-los até o outro lado, com todos os bispos intactos?

(Lembrando: o barco precisa de alguém para voltar ao outro lado).







sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Plantei uma semente; colhi um sonho.

Planta o que colhe
Não chore por isso
Planta choro, colhe choro
Planta gritos, colhe gritos
Planta sonhos, colhe sonhos

Será que esses frutos têm época?
Uns no Inverno, outros no Verão?
Talvez sim
Ou não?

Plantei ódio... Colhi terror
Plantei choro... Colhi medo
Plantei brigas... Colhi sangue
Plantei trégua, colhi hipocrisia

Cansei de plantar.
Cansei de colher.


É irônica a roda da vida, não acha?
É hermética a verdade, talvez?

De tão cansada, plantei sonhos
De tão cansada, plantei planos
De tão cansada, plantei calmaria
De tão triste, plantei esperança

Na época certa, colhi força;
Corri atrás dos sonhos
Colhi vontade; realizei planos
Colhi reflexão; ganhei auto-conhecimento
Colhi um sorriso; a esperança me visitou

Coração remendado
Costurado, em coma
Profundo sono
Profunda solidão
Ele se levantou
Meu coração sentia
A brisa gostosa; o vento do mar
Os jardins de palavras
Que eu queria plantar

Meu coração me disse
Ainda rouco e cansado;
"Corra atrás do seu maior sonho
Que ele pode se realizar"

História bonita talvez
Eu levantei
Com todas as minhas forças
Com toda a minha coragem
E plantei
Tudo de bom que eu queria colher
Mas a inveja pode matar as flores
Se as flores a sentirem

E a flor, boba e ingênua
Acreditou na inveja alheia
A flor morreu.
Levou tudo o que eu tinha plantado!
E meu coração sangrou pela segunda vez

Não coração!
Não vou deixar fazerem isso com você de novo!
Dessa vez, pedi ajuda para a razão
Que estava adormecida, no chão

A razão me disse para ter calma
Mas eu não a ouvi
Fingi ser feliz demais
Fingi ser a pessoa mais feliz do mundo
Para vingar o que fizeram com a flor

Piorei.
Ninguém gosta de quem é feliz demais
Inspira falsidade
Mas eu o era mesmo
A felicidade mais falsa que desejei

Cai...
As estrelas sumiram.
Por favor, voltem!
E apenas algumas brilharam

Abri meus olhos molhados
E, com a pouca força que me restava
Subi nas estrelas
e procurei o céu

Longe...
Distante...
Percorri os mais bonitos planetas
Mas não achei o céu!

Então, percebi que eu havia saído do céu
Ele era meu próprio mundo
Minha própria bolha
Meu jardim

Plantei no meu jardim
Meu maior sonho
Mas não era meu maior sonho
Eu estava enganada
Meu coração voltou
Respirava muito mal
Mas sorria pra mim
Quando você sorriu pra mim.

Meu maior sonho não era dar autógrafos
Não era entrar numa nave espacial
Não era ser capa de revista
Não era ter meu rosto numa camiseta preta

E meu coração disse;
Acredite em mim,
Me dê mais uma chance.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ampulheta; um jogo de xadrez

Ampulheta; um jogo de xadrez 


O diário de Ana Luiza

19/11/1993   -   Sexta-feira

Querido Diário.
Foi um dia importante. Há tempos não em sentia assim. E tudo começou há três meses.
Sempre gostei muito de jogar xadrez. Não sei, sentia-me no controle. Parecia que eu podia controlar tudo;
 até minha vida. Jogava, perdia, ganhava, empatava. Naquele dia, me vagloriava, por escapar com a Rainha e cercar o Cavalo do meu adversário, conseguindo também ameaçar o Rei dele. Foi inesperado, e a vitória chegou. Fiquei feliz. O dia estava frio e chovia muito.
Era tarde, fui dormir. A insônia me pegou, e eu fiquei horas pensando. Teorias... Bem, teoria é o que não me falta.
E criei uma.
A vida é como um jogo de Xadrez. Você tem que desconfiar de tudo, de cada passo que você der e, principalmente, de cada passo que seu adversário der. É como com as pessoas; cada pessoa toma uma atitude por um motivo, e devemos sempre saber as verdadeiras intenções desse motivo.
Você tem que usar cada rodada, não desperdiçar nenhuma. Se você não souber o que fazer, jamais jogue em falso. Pense e arranje o que fazer, e rápido, porque quanto mais tempo você pensar na sua rodada, mais tempo seu adversário terá para pensar umas quatro rodadas adiante, em várias situações. Mas nunca se desespere com o tempo; use sempre o tempo necessário.
Isso é como com a
 sociedade também; você não pode demorar pra tomar uma decisão, mas não
pode tomá-la sem pensar, e muito menos por querer fazer tudo depressa. Tenha cautela sempre.
E nunca se esqueça de surpreender; se seu adversário já pensou nas possibilidades de cada ação, então você deve ser imprevisível.
No xadrez, deve-se ter cautela sempre, e não desconfiar de tudo também; seu adversário pode usar a sua desconfiança em excesso, como uma isca.
Enfim..
. Estive teorizando a vida, comparando-a como um jogo de xadrez.
E me surpreendi.
Descobri que meu maior dom para o xadrez é poder ver cada rodada adiante. Eu posso imaginar todas as possíveis situações e os movimentos de cada ação, e fazer isso até três ou quatro rodadas adiante.
Por fim, peguei no sono e dormi.
Acordei. Meu pai não estava em casa. Fiquei preocupada... Onde ele estaria?
Era vazio. Minha mãe está em coma no hospital há 6 meses, e provavelmente, meu pai foi vistá-la.
Não me preocupei. O tempo passava, e nada do meu pai. Fui à sala. Encontrei um bilhete, e uma ampulheta grande. Devia marcar uma ou duas horas, ao caírem todos os seus grãos. No bilhete, dizia:

"Analu,
Eu percebi ontem o seu dom.
Observei você e seu pai jogando xadrez...
E vi algo especial.
Essa ampulheta lhe dará controle o dia todo.
você só terá dois dias para usá-la.
Em um dia, você pode fantasiar. No outro, fazer um pedido.
Eu quero que você aprenda a usar seu dom, e esse objeto servirá para isso.
Faça bom proveito."

Pensei que fosse brincadeira... Mas a pessoa parecia ser íntima. Analu? Por que me chamaria assim?
Toquei a ampulheta. Não fazia nada. Balancei. Mas nada. Joguei na parede... E nada. Joguei no chão... Não quebrou.
Mas, que diabos é isso?
Decepcionada
, sentei no sofá e fiquei observando uma mosca chata e inconveniente zanzar. Ele ia de um lado para o outro, mas não chegava à lugar nenhum.
Talvez seria isso o que eu estava fazendo.
Peguei a ampulheta e fiquei olhando os grãos de areia caírem. Acabei pensando no meu pai. Onde estaria agora? Será que foi ver minha mãe no hospital?
Seria tão bom... Imagine se, quando ele chegasse lá, na mesma hora, minha mãe despertasse! Imgine só, ela abrindo as pestanas carregadas de tempo, e sorrindo... Um sorriso angustiado, mas feliz.
No mesmo momento em que pensei nisso, encontrei me no hospital. Meu pai estava lá. Eu falava com ele, mas parecia que não me ouvia. Falava com as enfermeiras, mas elas não me respondiam. Será que estava invisível?
No mesmo momento, vi minha mãe abrir os olhos, e agir exatamente como havia imaginado. Quando ela sorriu, a imagem congelou. E eu passei a imaginar o resto da história.
Terminado isso, o tempo voltou, e fez exatamente como pedi.

Percebi a magia da ampulheta; eu imaginava as situações, e elas aconteciam. Mas eu não podia intervir em nenhuma; tudo acontecia sem minha presença.
Era como um jogo de xadrez.
Então, fiz 
de tudo. Induzi meu pai a ganhar na loteria, fiz minha mãe ser a mulher mais bonita do mundo... E até consegui conhecer o Elvis Presley no passado!
Mas o dia se passava... E a farra acabou.

Confesso, diário, que abusei do poder. E agora fui castigada.
Não sabia que era apenas ilusão.  Eu pensei que a ampulheta pudesse mudar a realidade.
Mas não. Ela só podia me mostrar como tudo seria em cada situação que eu imaginava.
O encanto acabou. Só tinha mais um dia. Eu voltei pra sala. Olhei meu redor... Era tudo um sonho, nada real.
A pior decepção da minha vida. Cai no sono.

A campainha tocou. Era meu tio, com notícias.
Era ruim. Muito ruim. Minha mãe falecera no hospital. Meu pai havia mesmo estado lá, e presenciou o fato. Morto por dentro, bebeu doses e mais doses de álcool, e voltou bêbado.
Bateu o carro no poste. Faleceu na mesma hora.

Lembrei-me da ampulheta. Eu tinha amis um dia... E era justamente o dia do pedido!
Tentei p
edir para o destino deixar meus pais vivos... Mas não aconteceu nada.
Acho que já sabia o motivo.
Eu só tinha um pedido. Só podia salvar uma pessoa.
Então, eu raciocinei todas as possibilidades de salvar meus pais.
Percebi que minha mãe não tinha jeito; talvez fosse melhor assim.
Mesmo salvando-a, ela continuaria em coma, porque eu só poderia pedir para ela voltar a viver, e não para sair do coma. Era um lógica estranha, mas fazia sentido.
Mas meu pai... Se ele não bebesse, voltaria seguro em casa.
Resolvi pedir, então.
Pedi para que meu pai não fosse visitar minha mãe naquele dia. Para que ele recebesse a notícia do falecimento dela em casa, e eu evitaria alguma besteira.

Deu certo. meu pai sobreviveu.

Foi em vão.
Meu pai foi ficando triste sem a presença de minha mãe.
Dois meses depois, pegou uma infecção no ouvido, e acabou tornando-se uma infecção cerebral, por conta do sistema imonológico fraco e vulnerável.
E meu pai faleceu.

O que eu aprendi... Talvez não faça sentido a ninguém.
Talvez todos olhem essa história como mais um caso triste.
Inteligente e sagaz é aquele que vê uma grande jogada da vida, num tabuleiro de xadrez.
E que sabe que não foi por acaso que o destino mexeu aquela peça.



domingo, 11 de janeiro de 2009

Espelho; meu reflexo.

Espelho; meu reflexo.

Pobre espelho. Ele não sabe quem realmente é, não sabe qual seu verdadeiro rosto!
Pobre espelho...
Toda a casca, bonita ou feia, faz de você um quadro sem identidade!
Espelho...
Eu podia entrar na sua dimensão, ser você por alguns instantes... Perder minha identidade, entrar num novo mundo. Mas gosto da minha identidade, mesmo confusa, mesmo sem olhar meu reflexo.

Não sei se as pessoas amam mais o espelho ou os sentidos.
Cinco sentidos nós temos, para gostar do mundo.
Por que vocês gostam tanto do espelho?

Surdos, mas não cegos.
Temem que um dia o espelho quebre...
E se quebrar?
A máscara cai.
E se cair?
Os pequenos pedaços do espelho machucam seu ego.
Faz ele sangrar... Até a morte.

A máscara do espelho
Leve, livre, superficial
Procurando você, espelho
Eu lhe procuro

Peço-lhe compaixão
E me diga se sou apenas um reflexo
Apenas alguém que se pinta em sua moldura
Alguém que se arruma em sua imagem

O Eco da imagem
Tão vazio quanto os sonhos de um espelho
Sonhos bonitos, mas impossíveis
Tudo o que o espelho sonha
É não ser só um reflexo

Sua moldura tão bonita
Refletindo faces de todos os tipos
Famosos, anônimos
Pessoas, animais
Golfinhos, humanos

O centro da sua vida é o espelho
Que reflete toda a sua dor
Oh, espelho meu!
Converse comigo, pois não tenho mais ninguém!

Grande amigo, metalizado
Melhor que água, melhor que uma colher
Reflexo limpo, com perfeição
Perfeição? e esta espinha?
E essa gordura localizada? E esse cabelo bagunçado?

Mas eu apenas lhe pergunto
E esses olhos sem brilho nenhum?
E esse sorriso apagado?
E essa dor escondida?

Pobres criaturas que dependem do espelho.
Um dia os espelhos envelhecem.
E, como todo metal, enferrujam.
Se não quebrarem antes.

Então, um dia lhe perguntei, espelho meu;
"Cadê você?"
E você me respondeu:
"Sou o seu reflexo".

Meu reflexo? Apenas isso?
Por que não refletem minha alma?
Talvez ela já tenha fugido do espelho

Antes não entendia.
Mas agora começo a questionar...
Se sou tão frágil como um espelho
E se torço para ele não quebrar.

by Gabs.




Stars; para todos os meus amigos.

Stars.

Para todos os meus amigos.

Eu estava pensando em você, estrela
Você lembra de mim?
Você sabe quem eu sou?
Como pude te fazer sorrir, chorar, amar, odiar?
Não tive culpa, eu juro

Sei que estrelas brilham, mas um dia morrem
E quando isso acontece, o mundo perde uma luz
Você ensina, aprende, e vai embora
Será essa a função dos amigos?

Usa os segredos, desabafa as dores
Copia os esforços, afasta os outros
Falsa, apunhala, machuca
desleal, infiel, traidora
Será esse o conceito de amizade?

Por favor, estrela, seja uma amiga diferente
Não vá embora, deixe eu admirar sua luz
Que, por sorte, ainda brilha pra mim
E me ajude a brilhar como você

Eu te admiro estrela
Toda a luz que tenho vem de você também
Eu te protejo estrela
Para que nunca ninguém tire sua luz

Estarei sempre aqui estrela
Pode me chamar quando quiser
Nunca vou recusar ajudar
Apenas brilhe pra mim

As estrelas caíram, e me deixaram
Fiquei sozinha, numa noite escura
Não enxerguei nada

Afogaram meu sorriso, mataram minha esperança
Mas nem todas as estrelas se vão
E eu vi, por entre as nuvens
As estrelas verdadeiras

Você me guia
Você me acalma
Você me faz bem

Mas eu lhe peço, estrela, para nunca me abandonar
Por favor estrela, continue a brilhar.





• Feliz Aniversário Laís (Santanna).
Você é uma das estrelas que iluminam o mundo, e que eu admiro.

• Mega, você é meu namorado, mas é meu amigo também. Um grande amigo. Isso também vale pra você.

• Laís (Preuss) e Dani (Lucarini) isso também vale pra vocês.

• Quanto aos outros, se eu não os citei, não fiquem tristes. É que se eu citar todo mundo aqui, não vai caber de tanta gente. Meu céu é estrelado!


Se você sente que eu sou sua estrela, você é minha também.


Stars.